Sozinha, ela caminhava um percusso que se propunha minimamente à dois. O espaço era silenciooso e calmo, mas ela sentia muitos barulhos provenientes de dentro dela. Tentava silencia-los. Sentia mais dor.
Como se ela não tivesse mais pele, cada vez que ela queria ser forte, se sentia mais frágil. Queria sumir, mas não tinha motivo pra chorar. Começara a tentar ter a si mesma e decidiu que seria escutada. Mesmo que tenha que se reinventar completamente. Seria escutada, mesmo que as pessoas não concordem em nada, iria falar.
O processo é longo, diário e, por incrível que pareça, solitário.